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Triumph Speed Twin 2020 - Review detalhado

O nome "Speed Twin" não é somente sinônimo de velocidade no Line-up da inglesa Triumph, mas carrega também uma história carregada de tradição, estilo e recordes batidos.


Essa história começa lá atrás em 1938, ano de lançamento do modelo Speed Twin, também conhecida por T100 (Tiger 100), que naquela época já atingia 160km/h. para se ter ideia a Honda levou mais de 30 anos para atingir essa velocidade, em 1969 com a CB750.

Essa T100 de apenas 145kg impressionou os americanos com o seu desempenho e sua potência, e a Triumph adaptou esse modelo para o mercado, que pedia um pouco mais de potência, e passou de 500cc para 650cc e o modelo T110 nasceu e fez muito sucesso, sendo um dos primeiros motores Twin paralelos a ter papel de destaque no mundo do motociclismo. Esse sucesso não parou somente nas vendas, mas nos feitos também. Johnny Allen, com um protótipo derivado do motor T110 fez história em Bonneville Salt Flats cravando 343km/h.

5 anos mais tarde, em 1959, com um novo carburador duplo no motor da T110, a Triumph lança a T120, batizada de Bonneville em homenagem ao feito.


Em 2019, mais precisamente 60 anos mais tarde, a Speed Twin é revitalizada com o novo motor Bonneville 1200HP, e dá ainda mais opções na já variada linha de clássicas modernas da Triumph.


Contando com 1200cc, refrigeração líquida, comando simples no cabeçote e 8V, esse motor dá uma patada aos desavisados que esperando uma moto retrô e tranquila.

São 97cv entregues às 6.750 RPM e 11,2kgfm de torque à 4.950 RPM, e que apesar de ter uma entrega bastante linear nas faixas de rotação, respondem bem ao giro do acelerador eletrônico ride-by-wire.


Coloque sua jaqueta de couro e seu óculos aviador, porque estilo essa moto tem de sobra!

A Triumph sempre chamou atenção nas suas motos pela qualidade no acabamento da pintura, encaixes de peças e escolha dos materiais. Porém nessa Speed Twin arrisco-me a dizer que é uma das motos mais bem acabadas que vi da montadora.

A qualidade é primorosa e de encher os olhos, e caso você seja ainda mais exigente e quer se destacar, a Triumph tem no catálogo mais de 80 acessórios para customizar a sua Speed Twin, pedaleiras, espelhos novos, tampas de reservatórios, existe uma infinidade deles para se escolher, mas prepare o bolso porque eles não são nada baratos.

A pilotagem nessa moto é bastante divertida, assim que você senta na moto, já fica em uma posição não tão relaxada quanto uma Street Twin, pois as pedaleiras são um pouco recuadas, fazendo a posição das pernas ficarem mais dobradas, e a posição do chassi e guidão te jogam um pouco pra frente, o que talvez possa incomodar quem prefira uma posição mais relaxada. Não chega a ser agressiva e de ataque como uma naked esportiva Street Triple, mas acredito que fique no meio termo entre essas duas.

Eu com meus 1,78m alcancei facilmente os pés no chão, e apesar do guidão largo (com uma pintura muito bonita de preto fosco) com os retrovisores nas pontas, dificultarem um pouco o tráfego entre os carros nos corredores mais apertados, ela acaba compensando na agilidade de condução e mudanças de direção.

Aliás o que ajuda nessa facilidade é o curto entre-eixos de apenas 1.430mm e o manete de embreagem ser extremamente leve devido à tecnologia de embreagem assistida empregada nessa moto.


E falando em tecnologia, quem pensa que por ser uma clássica retrô ela não tenha uma boa opção de tecnologia e equipamentos top de linha e modernos, se enganou feio! Aqui temos 3 modos de condução:

- Rain - feito para pisos escorregadios em dias chuvosos

- Road - mais dinâmico e ideal para pisos secos

- Sport - para os mais atrevidos e adrenalina na veia

Todos os modos de condução atuam na entrega de potência ao giro do acelerador, atuam também no controle de tração e na intromissão do ABS na frenagem.

Senti que nos modos Rain e Road o controle de tração são atuantes em níveis diferentes, o Rain bem mais intrusivo, e no road um pouco menos. Porém no Sport é cada um por si, e apesar de ser uma motocicleta de fácil condução, talvez seja interessante aos iniciantes se dedicar algumas voltas antes de partir para domar a cavalaria bruta sem assistências eletrônicas, para não tomar nenhum susto.


E caso a velocidade assuste (que no painel passa dos 200kmh), sempre é necessário um freio de responsa. Na dianteira todo o conjunto fica a cargo da italiana Brembo, desde a bomba e manetes, como as pinças de 4 pistões e dois discos de 305mm são mais do que suficientes, e nos passaram uma segurança incrível de poder de frenagem, onde não existe aquela mordida inicial muito abrupta como em motos mais orientadas ao uso esportivo, mas com uma progressividade muito acentuada.


As suspensões são da japonesa Kayaba e possuem 120mm de curso tanto na dianteira quanto nos dois amortecedores na traseira, que possuem ajustes na pré-carga da mola. O ajuste delas fica no meio termo entre ter um pouco de absorção das vias lunares do Brasil, e a firmeza do uso esportivo, e que apesar de passarem uma certa segurança, em velocidades muito altas (acima dos 160-170km/h) tendem a balançar um pouco principalmente a dianteira.

Pra completar o kit esportividade da Speed Twin, as rodas de liga dão um ar moderno e uma confiança a mais para deitar nas curvas ainda mais com os excelentes e confiáveis Pirelli Diablo Rosso III que tem um composto macio nas beiradas e te dão grip suficiente para você invocar o espírito mais esportivo dessa clássica.


Pra finalizar de nada disso seria empolgante o suficiente, se essa moto não tivesse um ronco do motor digno de uma Twin de 1.200cc e aqui com os escapes de saída dupla o ronco grave que são como músicas para os ouvidos dos pilotos e que principalmente nas reduzidas empolgam muito nessa moto mais do que estilosa no visual, com adrenalina na esportividade e acabamento primoroso, e que valem cada centavo do valor investido, porque a diversão é garantida! Texto por Thiago Sushi (#TO11)

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