O famoso “paitrocínio” não é privilégio de poucos no automobilismo. A maioria dos pilotos começa a correr, muitas vezes, com dinheiro exclusivo dos pais, como relata Ricardo Maurício, da WA Mattheis (Peugeot).
“Acredito que todos os pilotos contam com a ajuda financeira dos pais no início da carreira. Os meus me apoiaram do período que estive no kart até chegar à Fórmula 3. Quando não tínhamos mais condições financeiras, entrei na Fórmula 3000 como piloto da Red Bull. A partir daí, só corri financiado por patrocinadores”, conta Ricardinho.
Fábio Carreira, que participa da Copa Vicar pela RCM Motorsport (Mitsubishi), conta que também teve a ajuda do “paitrocínio”: “Até 2004, eu contei bastante com o apoio financeiro dos meus pais. Mas nos últimos anos, consegui bons patrocínios que me possibilitam cobrir o orçamento da equipe”.
Já o campineiro Fellipe Granzotto, que estreou ns Stock Jr. nesta temporada, não teve a mesma sorte. Seu pai não tinha condições financeiras para apoiá-lo integralmente, e desde o kart ele contou com a ajuda de patrocinadores. “O meu pai me deu muita força, mas chegou uma hora que mesmo no kart tudo ficou muito caro. Ele sempre foi presente como apoiador e meu empresário, mas com dinheiro não. Minha mãe sempre nos achou meio malucos por não termos grana, mas hoje em dia ela viu que deu certo”.
Divulgação
Foto: Duda Bairros
24/04/2008


